JESUS, AS MULHERES E O MINISTÉRIO DA FEMINILIDADE


No livro, Mulheres, mitos e deusas: O Feminino através dos tempos de Martha Robles, a socióloga traça uma linha histórica da compreensão do feminino e de figuras femininas em suas respectivas civilizações, ela demonstra o misticismo, filosofia e crenças que rodeiam o ser feminino, com muitos detalhes demonstra os diversos olhares de muitas civilizações sobre o que é ser mulher? E sobre figuras que se destacaram nos sendo, ela escreve “Mesmo em nossos dias, com ideias próprias e juízos críticos, as mulheres que desafiam o diferente ou o proscrito ainda são qualificadas bruxas, especialmente quando manifestam condutas contrárias das pré-estabelecidas.” A Escritora, demonstra que em todas as civilizações mesmo aquelas em que a mulher é tida como divindade e recebe qualquer tipo de veneração, as mesmas civilizações tendem a demonizar ou estabelecer padrões de comportamento para que as mulheres sejam aceitas em seus contextos sociais, sejam o fator reprodutivo, seja o fator maternal, seja o fator conjugal, seja o fator emocional, seja o fator espiritual ou profissional, em alguma dessas áreas se esperará algo da mulher e se essas expectativas ou limites não forem cumpridos a mulher perde o seu valor e passa pela repreensão moral deste grupo societário.
É certo, que todos estes pensamentos são de cunho feminista, e está não é uma tentativa de doutrinação ou conversão aos valores feministas, até porque a pessoa que vos escreve é uma convicta cristã. Entretanto, não podemos negar que estes são fatos verificáveis e que são problemas relevantes e corriqueiros de nossa sociedade, não podemos negar que as mulheres enfrentam em sua rotina um amontoado de desigualdades, abusos e machismo, não podemos desvalidar as lutas feministas a fim de ilegítima-las, pois este mesmo grupo lutou pelo sufrágio universal, luta pela não violência de qualquer tipo contra mulheres e tantas outras pautas que forem motivos de luta para aqueles que acreditam nesta filosofia, como a Elisabeth Elliot, escreveu “O fato de ser mulher, não me torna um tipo diferente de cristão. Mas, o fato de ser cristã, me faz um tipo diferente de mulher.” O que quero dizer é que invalidar está pauta não te faz um cristão melhor, compreendê-lo sim.
O nosso desacordo com a pauta feminista não está no fato de que a mesma luta por direito das mulheres, se assim fosse, isto seria concordar com abusos e violências contra as mulheres, nosso desacordo está no fato de que a mesma pauta prega um outro deus, o deus Eu, em que tenho por inimigo o sexo oposto e penso que posso escolher o que eu entender ser melhor para mim, o cristianismo prega o contrário disso, Deus quando juntou o primeiro casal, deu-lhes valor iguais, porém funções distintas e complementares, o casamento para servir um ao outro, e a submissão de ambos a Deus, sendo assim já não sou governado mais por minhas vontades mas agora parafraseando Paulo “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” Gl 2:20. E Jesus revela a condição para segui-lo e todos quando aceitam o ter em suas vidas compreendem “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” Mt 16:24,25.

Compreendendo essas premissas e não nos aprofundando mais, pois a finalidade deste artigo de hoje não é combater a pauta feminista, mas sim refletir, sobre o ministério da feminilidade e o que Jesus em seu ministério demonstrou sobre esse assunto.

JESUS, E AS MULHERES.

“E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discípulos:
Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.
Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás.
E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem.
Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo.
E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,
Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.
E os seus discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este desperdício?
Pois este ungüento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres.
Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo.
Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.
Ora, derramando ela este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento.
Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado em todo o mundo, também será referido o que ela fez, para memória sua.” Mateus 26:1-13

Maria, aquela que descobriu a intimidade com o Senhor, a mesma que presenciou o irmão ser Ressuscitado pelo Mestre, aquela que escolheu a boa parte, aquela que preparou o Cordeiro para o sacrifício, aquela que reconheceu publicamente e fez o que ninguém fez para aquele que é sem igual.

Parece que posso ouvir os rumores, as conversas paralelas e os olhares de julgamento daqueles que presenciaram tal cena, e Jesus sabia como ela seria duramente hostilizada pelos seus atos de “desperdício”, mas Jesus apenas via, a entrega daquela que reconhecia o Messias e parte mais linda dessa história é o momento em que Cristo inclui essa mulher a história do evangelho, como uma de suas principais adoradoras, determinando que essa história seria referida para a memória dela.

Todas as vezes que adoro lembro dessa história e oro por essa entrega, uma entrega que não vê e nem se preocupa com as opiniões alheias mas que busca apenas reconhecer a soberania de um Deus que nos vê ainda que outros não nos vejam, ainda que não estejamos nos padrões para sermos aceitos.

Jesus em todo seu ministério apoiou, validou e devolveu aquilo que o pecado nos tirou, a intimidade, a honra de sermos mulheres e de termos um relacionamento com o Criador, foi através de uma mulher que a porta para o mundo caído foi aberta e foi também através de uma mulher que a salvação chegou para o mundo perdido.

Jesus ensinou as mulheres, o que não era feito m seu tempo.

Jesus recebeu sustento de mulheres.

Jesus acolheu as mulheres rejeitadas ignoradas pela sociedade.

Jesus ensinou a Maria e mandou Marta dar prioridade às necessidades espirituais acima das responsabilidades domésticas.

Jesus permitiu que mulheres o acompanhassem nas viagens, o que era algo sem precedentes naquela época.

Jesus apareceu primeiro as mulheres quando ressuscitou, mesmo que o testemunho delas não tivesse nenhum valor naquela sociedade.

Jesus corrigiu os falsos padrões de comportamento entre aqueles homens mostrando que diante Deus a mulher é extremamente valiosa.

Porque para Ele não importa o que os outros pensam, mas sim o que ele pensa sobre nós, porque ele nos conhece antes mesmo de nossos nascimentos e Ele já tinha sonhos e propósitos pra nós.

Em Jesus e por Jesus, somos vistas de modo assombroso, pois somos a noiva por quem Ele deu a sua vida, e ao vivermos debaixo dessa verdade é impossível que nossa feminilidade e todas as áreas que a mesma abrangem não demonstrem isso, seja na pessoal, seja na conjugal, seja na espiritual, seja na fraternal, seja na profissional, em todas áreas devemos nos lembrar que nosso valor e nossa identidade é a de Filha e Noiva amada, e revelar essa identidade é nossa missão diária.

Por último de convido a orar comigo essa verdade:

“Pai, que nesse dia eu me lembre de como o Senhor me vê, que eu me recorde de seu sacrifício, que eu não me esqueça da identidade de Filha e Noiva, pois foi para isto que eu nasci para um relacionamento intimo com o Senhor”.

Jesus, tu transpassaste a minha alma com os olhos mais cheios de amor e misericórdia que já vi, em ti encontrei a redenção e a ti entrego tudo que sou, para que faças aquilo que queres e eu viva aquilo que determinas, pois só em ti encontro tudo o que preciso, que eu revele por onde eu for esta identidade.

Assim oro, em teu nome. Amém!”

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