Adonai El-Roi.



Escuridão. Lembro-me que quando criança, quando a força acabava eu temia, algumas vezes o medo era tão grande, que eu gritava por socorro dos meus pais, algumas vezes nos deparamos com algo parecido, momentos de profunda escuridão, angustia e medo.

Há milhares de anos atrás, uma mulher, uma escrava, viu-se numa situação bem parecida, ela se encontrou grávida sob circunstâncias bem peculiares e desafiadoras, como se não bastasse foi expulsa e abandonada no deserto com seu filho, com apenas um cântaro de água e um bocado de carne, seu filho começara a desfalecer, ela se viu sem chão, sem amparo, sem socorro, se viu na condição de escrava, ela se sentiu esquecida, sozinha, pequena e abandonada, ela sentou-se longe do filho e chorou. Mas o Senhor a viu, e do céu bradou e a confortou, abriu seu olhos para achar água, e quando Ele a confortou. Ela respondeu em alívio, chamando-O “Adonai El-Roi”, o Deus que me vê, Agar se sentiu vista e conhecida, o que era tudo o que ela queria e precisava neste momento, e isto deu-lhe coragem para enfrentar sua terrível situação com a confiança de que Deus estava com ela, cuidando dela e que nunca iria deixa-la.

Sessenta e cinco gerações depois, um profeta chamado Malaquias, cujo o nome significa “Meu Mensageiro”, escreveu estas palavras: “Vejam, Eu enviarei a vocês, Elias, o profeta antes do grande e terrível Dia do Senhor vir. E ele converterá os corações dos pais aos seus filhos e os corações dos filhos ao seus pais, para que eu não venha e fira a terra com um decreto de destruição.” (Mal 4:5-6). E com essa palavra final “destruição”, propriamente dita, as luzes se apagam. O povo de Deus mergulhou na escuridão, já que não haveria mais palavras do profetas e mensageiros de Deus por centenas de anos. O silêncio lançou uma sombra sobre Israel que parecia escurecer ainda mais quando Alexandre, o Grande cavalgo com seu exército macedônico e conquistou Jerusalém, seguido por Ptolomeus do Egito, os Sírios Selêucidas,e finalmente Roma. Governante após governante, opressor após opressor, era difícil entender o nome Adonai El-Roi – O Deus que nos vê. Ele estava realmente vendo? Estava prestando atenção? Ele tinha virado o rosto ou fechado Seus olhos? Essa é a questão sobre ser mortal. Não podemos ver no escuro. Mas Deus pode. De alguma maneira, Davi sabia disso, e ele escreveu sobre isso em Salmos, “Até mesmo a escuridão não é escura para Ti. A noite é clara como o dia, pois Contigo a escuridão e como a Luz.” (Sl 139:12). Mesmo quando não podemos ver Deus, Ele nos vê. Mesmo quando não podemos ver um caminho a frente durante a noite, Ele está preparando um caminho. A opressão que esmagou o povo de Deus durante os 400 anos de silêncio fez Israel se sentir pequena, vulnerável, coberta de sangue, expulsa de casa e lhe disseram para dormir no celeiro. Mal sabíamos nós, o Deus que vê, mesmo quando não podemos, estava preparando um Salvador que chegaria da mesma forma pequeno, vulnerável, coberto de sangue, e escondido em um estábulo humilde em uma noite fria em uma pequena cidade.


                   - Texto tirado de The Chosen - Especial de Natal. 

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